TCE divulga levantamento sobre a destinação do lixo em Pernambuco


                                                                                                                                              Por Dione Silva 






O Tribunal de Contas do Estado (TCE) divulgou na manhã desta quarta-feira (27), o levantamento, de 2019, sobre a destinação do lixo em Pernambuco. De acordo com dados, houve uma redução no número de municípios que utilizam lixões a céu aberto no depósito de resíduos sólidos produzidos nas cidades.

O resultado positivo é fruto do monitoramento que ocorre a cinco anos, fiscalizando a destinação do lixo e orientando os gestores para que boas práticas possam sejam adotadas. Em 2014, o primeiro diagnóstico mostrou que dos 184 municípios pernambucanos, 155 (84,2%) utilizavam lixões, ou outra forma irregular, para descartar os resíduos. Já neste ano, o número de municípios caiu para 92 (50%).

A fiscalização continua, pois, algumas cidades ainda precisam se adequar. Outras 32 cidades estão em fase de negociação para cumprir com a deposição correta dos resíduos sólidos e a expectativa é que até janeiro de 2020, se atinja a marca de 68%, ou seja, 125 dos municípios de Pernambuco atendam as medidas propostas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010) que se encontra em vigor desde 2010, garantindo uma melhor saúde pública e qualidade de vida.

Camaragibe é um exemplo de destinação errada do lixo, como afirma Pedro Teixeira, auditor de controle externo do TCE. “A diferença entre um aterro sanitário e um lixão é a forma de tratamento do lixo, pois, no aterro, por exemplo, se trata o chorume, que tem um grande poder de poluição e os malefícios no aterro são menores, se comparado com os lixões", explica o auditor.

Como um bom exemplo no estado, o município de Sairé, 121 km do Recife, que possui um aterro sanitário de pequeno porte, que é gerido por uma cooperativa de catadores. Nesse aterro é feita uma triagem dos resíduos na recepção com separação dos materiais que são recicláveis e o que é rejeito que vai para a célula do aterro, algo que deveria acontecer em todos os municípios.

Com o objetivo de que todos os lixões sejam fechados e que sejam adotadas medidas de contenção como a reparação das áreas atingidas. O TCE, em 2014, era responsável por enviar o diagnóstico ao Ministério Público de Pernambuco, hoje, o TCE representa o MPPE e fiscaliza a destinação do lixo em Pernambuco de perto. 

A expectativa é que esse número chegue a 62%.

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