Por Dione Silva
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| Foto Montagem |
Entrevista com Almir Rouche
O cantor e compositor Almir Rouche chega aos seus 33 anos de carreira como uma das principais expressões artísticas da cultura pernambucana. Mas nem sempre foi assim. Humilde e sempre em alto astral teve uma infância pobre mais com muito crescimento musical. E sua trajetória musical veio de um dom como conta o artista.
O cantor se destaca todos os anos no carnaval, quando participa das principais prévias, bailes e blocos, como o Galo da Madrugada, maior bloco carnavalesco do mundo, que atrai anualmente mais de dois milhões de pessoas. Almir também participa dos festejos juninos em várias cidades do Nordeste.
O artista consagrou-se nacionalmente no início da década passada quando participou de festivais e carnavais fora de época de todo o país, e internacionalmente, quando participou da turnê "Pernambuco em Canto", realizada na Europa, em 2001, junto com vários artistas de Pernambuco, como Alceu Valença, Antônio Carlos Nóbrega, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho. Com um repertório repleto de ritmos regionais, com um toque pessoal e estilo próprio, o cantor também compõe e interpreta gêneros musicais como forró, coco, maracatu, ciranda, caboclinho e MPB. Um artista completo, que interpreta, compõe, dança, dirige seus espetáculos e ainda coordena sua banda, formada por notáveis músicos, que o acompanha há anos.
Almir conta que no inicio participou de vários festivais.“O início da minha carreira foi aos 10 anos de idade, amadoristicamente, quando participei do festival de férias da escola Beatriz Lopes, onde morou por 4 anos na Cidade Dutra em São Paulo”, relatou o artista.
Depois desse tempo ele e sua avó vieram para Pernambuco no município de Igarassu Região Metropolitana do Recife. E aos 15 anos começou sua carreia por várias bandas da capital. Mas nunca fez aula, fiz aprimoramento.
Questionado sobre momento atual 'o isolamento social', pois muitos dos artistas que vivem desse meio. De shows. Ele fala que está muito difícil para os artistas. "Olha só, tá difícil! Um momento muito difícil para esses artistas, hoje. Espero que esse momento passe. Fomos a primeira classe à para e seremos a última a voltar", destacou.
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Almir disse o que têm feito para driblar os efeitos do isolamento social. Eu tenho procurado correr atrás de cestas básicas, basicamente. Fazer campanhas para ajudar o próximo, ajudar as pessoas que fazem nossos shows, fazem acontecer estando por trás, nos bastidores do palco. Os técnicos, operadores de sons, carregadores, iluminadores, produtores. Que são os mais os mais afetados até do que os cantores. ‘Mas isso não quer dizer que a gente não esteja passando por apertos não! Estamos todos apertados’, afirma. A gente não sabe até quando vai ter oxigênio para aguentar, mas a gente vai orando e pedindo a Deus força e Deus via dá o sustendo. É claro que a gente tem que correr atrás fazer por onde, mas no mais é isso. Força", concluiu.
Almir disse o que têm feito para driblar os efeitos do isolamento social. Eu tenho procurado correr atrás de cestas básicas, basicamente. Fazer campanhas para ajudar o próximo, ajudar as pessoas que fazem nossos shows, fazem acontecer estando por trás, nos bastidores do palco. Os técnicos, operadores de sons, carregadores, iluminadores, produtores. Que são os mais os mais afetados até do que os cantores. ‘Mas isso não quer dizer que a gente não esteja passando por apertos não! Estamos todos apertados’, afirma. A gente não sabe até quando vai ter oxigênio para aguentar, mas a gente vai orando e pedindo a Deus força e Deus via dá o sustendo. É claro que a gente tem que correr atrás fazer por onde, mas no mais é isso. Força", concluiu.
Almir, que já esteve à frente das bandas "Turma do Pinguim", entre os anos 1987 e 1999, e "Almir Rouche e Banda Humm", de 2000 a 2001, segue carreira solo desde 2002, e possui, ao todo 26 CDs e 6 DVDs gravados. Grandes sucessos como “Deusa de Itamaracá”, “Galo eu te Amo”, “A vida inteira te Amar” e “Recifolia” são de autoria do próprio Almir Rouche com alguns parceiros de trabalho. Em 2019, o hit gravado com a cantora pernambucana Marcia Samppayo, “O Melhor Carnaval do Brasil”, é mais uma declaração de amor feita ao carnaval do Recife.
A sua influência musical é composta por artistas como Capiba, Luiz Gonzaga, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Expedito Baracho, Nelson Ferreira e Ney Matogrosso, além de artistas internacionais, com destaques para o rei do pop Michael Jackson e as bandas britânicas Iron Maiden e Rush, sendo esta última que originou o seu pseudônimo "Rouche", desde antes da carreira profissional.
Entrevista com Danilo Oliveira TECLADISTA
Natural do Cabo de Santo Agostinho Danilo Oliveira é cego desde nascença e mora hoje em Abreu e Lima, Região Metropolitana do Recife. Sua deficiência foi causada por um glaucoma congênito (doença rara dos olhos que afeta crianças desde o nascimento até aos 3 anos de idade, causada pelo aumento da pressão dentro do olho devido ao acúmulo de líquido, podendo afetar o nervo óptico e levar à cegueira quando não tratada). Passou por algumas dificuldades e quando tinha 6 anos foi estudar no Instituto dos cegos, localizado no Bairro das Graças, área central do Recife. O tecladista estudou quando menino, em uma escola que era apenas para pessoas cegas e de baixa visão. Ao terminar a quarta série do ensino fundamental I, sentiu o grande desafio da vida, que foi quando migrou para a escola pública. Que não tinha preparo para atender pessoas com deficiência e por sorte acabou estudando em uma escola particular estudando gratuitamente pela referência que seu pai tinha no trabalho e foi aceito. Danilo fala que nunca sentiu preconceito. Danilo fala que nunca sentiu preconceito pela sociedade. Tem seu foco de interesse voltado para o conhecimento do comportamento cultural humano, adquirido por aprendizado social que vive como musico. Ele cresceu e começou a trabalhar aos 18 anos, quando recebeu seu primeiro dinheiro com música, tocando em casamentos e orquestras de bailes no Recife e hoje com 10 anos de carreira, faz parte da banda Forró do Loirão.
O tecladista Danilo também comecei sua carreira tocando na igreja, como a maioria dos músicos. Mas sua carreira profissionalmente começou aos 18 anos, quando começou a ganhar dinheiro com música, tocando em casamentos, orquestras de bailes no Recife. E depois as portas para as bandas maiores se abriram. Ele conta que já fez aulas de musica, mas que foram bem poucas. "Fiz poucas aulas de musicas. Isso na época de adolescente quando estudava no Instituto dos Cegos no bairro das Graças. Depois com 19 anos eu tentei o curso no conservatório pernambucano de música e passei. Iria fazer piano Clássico e erudita popular. Comecei o curso, mas na época não tinha uma estrutura para o ensino da música com a musicografia braile, eles não tinham nem ideia de como fazer. Então eu acabei desistindo do curso", relatou.
Danilo afirma que não escolheu a musica e sim que a musica o escolheu. 'Eu não escolhi a música, digo que a música me escolheu. Por que até então não tinha nenhum parente na família que seja da área. Que pudesse ter influência, não tem! Meu pai, tentou aprender teclado quando ainda era criança e não conseguiu. E eu um certo dia peguei o teclado escondido e comecei a brincar. Aquilo era uma brincadeira, começou a sair as primeiras notas tocar e as pessoas perceberam que eu tinha uma aptidão para aquilo. Eu não escolhi. Meia que estava já no DNA. Não foi nada planejado", Concluiu o tecladista.
Os momento de pandemia tem trazido preocupações para todos os artistas, justamente pela questão do isolamento social que é tão importante para conter o avanço da COVID-19.
"Um momento bem delicado para a classe artística. Músicos, operadores de áudio, iluminação, todo mundo. Apesar de tudo isso a gente tem visto, as pessoas se mobilizando para tentar ajudar outras pessoas, através das Lives, e isso é muito bacana. Mas é muito difícil, talvez se tivesse algum tipo de assistência para essas pessoas, além do auxílio emergencial, mas é algo que precisa ser discutido e tem que ser feito de forma consciente. Por que não está fácil pra ninguém. É um momento delicado".
E para driblar os efeitos do isolamento social Danilo conta que tem focado em alguns estudos. "A gente fez uma Live, o projeto que eu faço parte. E pretende fazer outra Live para tentar algo para a classe dos músicos mesmo. Que a gente vê que é uma classe bem desassistida. Principalmente a grande maioria, não é registrado. Não tem um amparo financeiro, dependia dos shows para sobreviver, pagar contas e tal. Então o projeto que faço parte vai realizar mais uma live para arrecadar donativos para os músicos e familiares. Pra ter um pouco de folego, até por que a gente não sabe quando irá voltar as atividades. Não estou participando de todas as lives por motivo que faço parte do fator de risco, por ser cego e usar muito o tato", finalizou.
O que Almir e Danilo tem em comum? Muitas coisas! A música. A paixão. E o amor pelo que faz. Os dois são músicos e com uma diferença. O que faz com que nossos povos hoje sintam e vejam essa tal diferença. A cegueira de Danilo não deixou que ele parasse de correr atrás dos seus objetivos. Almir da mesma forma. Mesmo sendo humilde, conseguiu ir além dos seus sonhos. Hoje um consagrando cantor pernambucano e cheio de vida. E Danilo um excelente tecladista que quem vê não acredita no que é capaz. As perguntas realizadas para os dois tem um sentido de identificar a diferença de pensamento entre os dois. Mas o que chama a atenção é que praticamente os dois tem o mesmo pensamento, apesar da diferença de cultura e trajetória percorridas ao logo da vida.
Os momento de pandemia tem trazido preocupações para todos os artistas, justamente pela questão do isolamento social que é tão importante para conter o avanço da COVID-19.
"Um momento bem delicado para a classe artística. Músicos, operadores de áudio, iluminação, todo mundo. Apesar de tudo isso a gente tem visto, as pessoas se mobilizando para tentar ajudar outras pessoas, através das Lives, e isso é muito bacana. Mas é muito difícil, talvez se tivesse algum tipo de assistência para essas pessoas, além do auxílio emergencial, mas é algo que precisa ser discutido e tem que ser feito de forma consciente. Por que não está fácil pra ninguém. É um momento delicado".
E para driblar os efeitos do isolamento social Danilo conta que tem focado em alguns estudos. "A gente fez uma Live, o projeto que eu faço parte. E pretende fazer outra Live para tentar algo para a classe dos músicos mesmo. Que a gente vê que é uma classe bem desassistida. Principalmente a grande maioria, não é registrado. Não tem um amparo financeiro, dependia dos shows para sobreviver, pagar contas e tal. Então o projeto que faço parte vai realizar mais uma live para arrecadar donativos para os músicos e familiares. Pra ter um pouco de folego, até por que a gente não sabe quando irá voltar as atividades. Não estou participando de todas as lives por motivo que faço parte do fator de risco, por ser cego e usar muito o tato", finalizou.
“O mundo que nos tornas diferentes onde somos todos iguais”
O que Almir e Danilo tem em comum? Muitas coisas! A música. A paixão. E o amor pelo que faz. Os dois são músicos e com uma diferença. O que faz com que nossos povos hoje sintam e vejam essa tal diferença. A cegueira de Danilo não deixou que ele parasse de correr atrás dos seus objetivos. Almir da mesma forma. Mesmo sendo humilde, conseguiu ir além dos seus sonhos. Hoje um consagrando cantor pernambucano e cheio de vida. E Danilo um excelente tecladista que quem vê não acredita no que é capaz. As perguntas realizadas para os dois tem um sentido de identificar a diferença de pensamento entre os dois. Mas o que chama a atenção é que praticamente os dois tem o mesmo pensamento, apesar da diferença de cultura e trajetória percorridas ao logo da vida.

Meu sobrinho Danilo Oliveira que lição de vida você nos ensina ....parabéns pelo seu esforço e dedicação em busca dos seus objetivos ....Deus te abençoe ricamente...
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